quarta-feira, 18 de abril de 2012



Saber um pouco mais.....

FURNA DO ENXOFRE

A Furna do Enxofre é uma formação geológica de origem vulcânica portuguesa localizada na freguesia da Luz, no concelho de Santa Cruz da Graciosa, ilha Graciosa, Açores.
Apresenta-se no interior da Caldeira da Graciosa rodeada por vertentes muito abruptas e escarpadas tendo uma direcção alongada numa direcção que geralmente se oriente no sentido SE.
Esta furna tem origem em dois centros eruptivos da Caldeira da ilha Graciosa.
Trata-se de uma grande e imponente caverna lávica, bastante profunda. Tem um comprimento máximo de 194 metros com cerca de 40 metros de altura de teto na parte central, e que se caracteriza por ter um teto em forma de abóbada perfeita.
A parte mais importante desta furna localiza-se na parte SE da Caldeira da Graciosa, e comunica com o exterior através de duas aberturas dispostas ao longo de uma direcção geral noroeste-sudeste.
O acesso ao interior desta gruta faz-se por uma torre com cerca de cantaria e alvenaria com 37 metros de altura que contem uma escada em caracol que se prolonga por 183 degraus. Este aceso foi construído no início do Século XX.
A exploração desta gruta teve inicio no Século XIX por vários investigadores entre os quais o Príncipe Alberto do Mónaco e os naturalistas Ferdinand André Fouqué e Georg Hartung.
Esta gruta é considerada única no campo vulcano-espeleológico internacional e a sua génese está associada a uma importante fase efusiva intracaldeira, do tipo havaiano, que envolveu a formação de um lago de lava.
Na fase final desta erupção havaiana, a lava existente no interior da caldeira, ainda fluida, foi drenada ao longo da conduta principal do vulcão, precisamente pela zona onde se encontra actualmente esta cavidade.
No interior da Furna do Enxofre e para além de um lago de água fria, encontra-se um importante campo de libertação de gazes formado por fumarolas, lamas e por emanações gasosas difusas de dióxido de carbono.
Estes gazes libertam-se muitas vezes de forma imperceptível em diversas áreas do chão da gruta. Muitas vezes em certas condições ambientais a concentração de dióxido de carbono no ar atmosférico circundante pode atingir valores superiores aos admissíveis em termos de saúde pública, facto pelo qual o local é monitorizado em contínuo.
Esta gruta é pelo Decreto Legislativo Regional n.o 24/2004/A (Governo Regional dos Açores) considerada uma estrutura geológica de elevado interesse, onde as necessidades de protecção, preservação e de partilha dos valores biológicos, estéticos, científicos e culturais mais se fazem sentir; tornando necessária a sua protecção.

Algumas das espécies observadas na gruta:
  • Euzetes globula Acari-Oribatei Euzetidae
  • Lithobius pilicornis Chilopoda Lithobiidae
  • Folsomia candida Collembola Isotomidae
  • Disparrhopalites patrizii Collembola Arrhopalitidae

IMAGENS:








RELATÓRIO

 Questão central:

Quais as condições essenciais para a formação de minerais?

TEMA:

Formação de minerais

PRINCÍPIOS:

·         O mineral é um corpo sólido, natural, com composição química definida ou variável dentro de certos limites, inorgânico e com textura cristalina característica.
·         Todos os minerais têm estrutura cristalina, isto é, são formados por átomos ou iões, dispostos ordenadamente numa estrutura a 3 dimensões.
·         Os principais fatores externos que condicionam a formação de cristais são: agitação do meio onde se formam, o tempo, o espaço disponível e a temperatura.
·         A formação dos cristais é dependente das condições envolventes, mas a estrutura cristalina é constante e independente dessas condições.
·         A estrutura cristalina é formada por fiadas de partículas ordenadas ritmicamente segundo diferentes direções do espaço.



CONCEITOS:

·         Mineral;
·         Pressão;
·         Temperatura;
·         Espaço;
·         Tempo;
·         Cristais;
·         Estrutura cristalina;
·         Átomos;
·         Rede tridimensional;
·         Textura granular.

DADOS E ACONTECIMENTOS:

Procedimento experimental:
  • Aqueceu-se na hotte uma quantidade pequena de enxofre em pó até fundir ,visto que, este, quando fundido, liberta gases tóxicos;
  • Colocou-se o algum desse enxofre numa placa fria (placa de vidro);
  • Outra parte dele foi colocada num cadinho sendo este deixado a arrefecer à temperatura ambiente;
  • A restante parte foi colocada noutro cadinho e foi arrefecido em banho-Maria a 40°C;











Fig. 1 : Fusão do enxofre na hotte.                         





RESULTADOS:
 











Fig. 2 : Enxofre arrefecido sobre uma placa fria.
 









 Fig. 3 : Enxofre arrefecido à temperatura ambiente.












Fig. 4 : Enxofre arrefecido em banho-Maria a
 40°C.












Fig. 5 : Enxofre arrefecido na placa de vidro após ter sido retirada da mesma. Na parte inferior apresenta uma espécie de material vítreo devido ao seu rápido arrefecimento.


CONCLUSÃO:

 Na experiência 1 (o enxofre arrefecido na placa fria), o arrefecimento foi rápido não dando tempo para a formação de cristais.
 Na experiência 2 (o enxofre arrefecido à temperatura ambiente), o arrefecimento é um pouco mais lento que na experiência anterior logo, houve tempo para a formação de cristais embora não muito definidos.
 Na experiência 3 (o enxofre arrefecido em banho-Maria a 40°C), o arrefecimento foi muito lento logo, houve tempo para a formação de cristais mais bem definidos.
 O fator condicionante do aspeto e desenvolvimento dos cristais obtidos que foi testado nesta experiência, foi a temperatura.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

DIVERSIDADE DE MAGMAS


TIPOS DE MAGMA
MATERIAIS DE ORIGEM
CONTEXTO TECTÓNICO
PROCESSO DE FORMAÇÃO
TIPOS DE ROCHAS QUE ORIGINAM
MAGMA BASÁLTICO
Rochas do manto.
Limite divergente (rifte) e pontos quentes.
Resulta da fusão parcial de uma rocha constituinte do manto, o peridotito.
- Gabro;
- Basalto.
MAGMA ANDESÍTICO
Mistura de material proveniente da crosta oceânica e continental.
Limite convergente – zona de subducção.
Têm uma origem complexa e ainda mal esclarecida.
- Diorito (em profundidade);
- Andesito (à superfície).
MAGMA RÍOLITICO
Rochas da crosta continental ricas em H₂O (água) e CO₂ (dióxido de carbono).
Limite convergente.
Resulta da fusão parcial das rochas constituintes da crusta continental.
- Granito;
- Ríolito.